27 Outubro, 2009


 
Por Sônia G. às 22:31     0 comentários
20 Setembro, 2009

Se Bob Wilson já era um dos nomes mais importantes e influentes do teatro experimental no século 20, o que dizer a esta altura dos anos 2 mil, depois de assistir à versão do cara para "Quartett" de Heiner Müller?

Nem todos que viram o que eu vi hão de concordar comigo mas achei, simplemente. uma das mais belas e inteligentes encenações dos últimos tempos. É o teatro em sintonia finíssima com fundamentos que norteiam as mídias mais atuais - meta hoje almejada por 9 entre 10 encenadores. Pra chegar a isso Bob Wilson trabalhou décadas. Sempre partindo da forma, construiu uma linguagem visual refinada, repleta de nuances, finalizada com precisão matemática pela banda sonora... Ultrapassa a esfera do sonho. Isabelle Huppert está so-ber-ba, à frente de um elenco enxuto e preparado com extremo rigor.



 
Por Sônia G. às 19:49     3 comentários
21 Agosto, 2009


Os 15 primeiros minutos de HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE dão uma boa idéia do quanto a tecnologia 3D deve transformar o cinema de ação num futuro muuuito próximo. In-crí-vel o realismo da sequência em que a ponte Millenium, de Londres, é destruída. Fã de carteirinha que sou do cinema em 3D, até agora não tinha visto nada igual. Ah! E assisti a uma versão legendada - demorou!


 
Por Sônia G. às 00:25     0 comentários
08 Julho, 2009


Ela é tão linda... Seria capaz de ficar horas contemplando esta obra prima - de arte, de arquitetura, de engenharia... Pra melhor desfrutar da visão (by Manhattan's side), a boa é descolar um lugar junto à janela do Belle de Jour Bistro - e prorrogar o prazer com vinho e comidinhas (Ju e eu atacamos as desserts...).


 
Por Sônia G. às 01:23     2 comentários
26 Junho, 2009



 
Por Sônia G. às 00:36     1 comentários
20 Junho, 2009

NOVA YORK, 2009
foto: Ju Santonieri




SÃO PAULO, 2006
foto: Bubi Alles

 
Por Sônia G. às 18:10     5 comentários
25 Maio, 2009

... só boa música tem me tirado de casa.



DIVAAA! Bettye LaVette fez um show arrebatador na última noite do Bridgestone Music Festival, acompanhada pela banda perfeita. A carreira de LaVette deslanchou nos anos 60 mas, inexplicavelmente, a negona passou décadas numa espécie de limbo - embora nunca tenha parado de cantar e/ou gravar. Voltou a fazer sucesso neste milênio. Em 2003 - já com 57 anos - lançou o cd "A woman like me". E, RApidamente, reconquistou a posição de "lady of soul music" - com envolventes toques de blues e uma pegada rock'n'roll matadora. Recomendo os dois álbuns que vieram na sequência: "I've got my own hell to raise" (2005), e "Scene of the crime" (2008).



Não tenho o hábito de assistir duas vezes ao mesmo show mas é difícil resistir a esses tangueros modernos. De modo que lá fui eu, rever "Mardulce". Como boa gaucha, me arrepiei com a milonga.



É sempre uma delícia ouvir Robert Cray. Costumo dizer: se não tiver nada pra fazer e souber de algum show do Robert Cray pelas redondezas - é pra lá que vc deve ir.



O mesmo dá pra dizer do Ben Jor, que neste domingão fez um show privé em Sampa. O cara é uma fábrica de hits, impossível não cantar todas com ele.



E se o lance for, tão somente, curtir um som batendo papo com fellas e virando uns drinks, faça como eu: chegue cedo ao Jazz nos fundos e pegue um bom lugar colado ao palquinho pelo qual têm passado ótimos músicos.


 
Por Sônia G. às 23:34     2 comentários
28 Abril, 2009
Feriado (substantivo masculino): dia de descanso instituído pelo poder civil ou religioso, em que são suspensas as atividades públicas e particulares; em que há cessação de trabalho, em que se descansa...

Fiquei tentando lembrar da última vez em que passei um feriado tal e qual a definição do dicionário. Em 2008 quase todos cairam no sábado ou domingo. E, dos oito que o calendário prevê pra 2009, trabalhei nos três que rolaram até agora. A foto acima, por exemplo: foi feita na última terça-feira (21 de abril, dia de Tiradentes).

Assim fica dificil descolar um tempo extra pra saciar minha curiosidade científica... Fazer nada, nem pensar.


 
Por Sônia G. às 00:49     4 comentários
30 Março, 2009
Era final de 2005 quando me fiz a promessa de "nunca mais ir a megashows". ESCREVI AQUI, inclusive.

Esta semana, pela primeira vez, quebrei a palavra empenhada - e fui ao show do RADIOHEAD. Eu e mais 29.999 pessoas. No meio da primeira música já havia dado por superado o desconforto e a mão-de-obra pra chegar até ali. Imersa na multidão, revivi sensações que só esse tipo de experiência produz... Uaaau!

Sobre o show do Radiohead, nada a retocar. Petardo após petardo. E com que despretensão eles fazem tudo aquilooo! O sucesso, definitivamente, não é o foco.


Apesar da recaída, mantenho a promessa e sigo investindo em celebrações pra rebanhos mais enxutos. Como o que Buddy Guy reuniu quinta-feira na estréia em Sampa. Quanto mais velho, mais carismático


 
Por Sônia G. às 01:01     4 comentários
11 Março, 2009
CO-MO é possível que eu nunca tenha visto esses caras ao vivo, antes????

Foi a terceira vinda da Orquesta Fernández Fierro a Sampa. Mine, first... Amor à primeiríssima vista. A orquestra, argentina, é formada por músicos de muita personalidade (todos gatos, hein?), que mandam um tango ao melhor estilo Piazzolla. Tão importante quanto ouvir a Fernandez Fierro, é ver a Fernandez Fierro.


 
Por Sônia G. às 13:07     7 comentários
27 Fevereiro, 2009
Estava eu inteiramente absorta, tentando roteirizar um vt que ia ao ar pelo "Metrópolis" dali algumas horas, quando me chamam pra atender um telefonema de... Lígia Fagundes Telles. E não é que era a própria do outro lado da linha?

- Sônia?
- Lígia???

A conversa durou uns 15 minutos. Lígia tinha assistido a um vt curtinho que editei sobre o historiador e crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes - que morreu há trinta anos e com quem a escritora foi casada. Ela SÓ queria dizer que adorou a edição. Tão fofa. "Não precisava..."

Desliguei e... Back to reality


.
 
Por Sônia G. às 13:09     11 comentários
10 Fevereiro, 2009

Com uma vista dessas, acho que até seria possível me tornar uma pessoa
calma e tranquila... Ou energizadíssima, como Ernesto - o dono da bela vista.


 
Por Sônia G. às 12:37     0 comentários
18 Janeiro, 2009


TITÃS - A Vida Até Parece Uma Festa é mais que um documentário
sobre a banda. É a historia de uma bela e invejavel amizade.


 
Por Sônia G. às 23:54     2 comentários
09 Janeiro, 2009
Nem a vista de Porto Alegre (e linda)...



... nem a beleza do projeto arquitetônico de Álvaro Siza.



O melhor da Fundação Iberê Camargo é, definitivamente, a obra de Iberê.


 
Por Sônia G. às 13:26     3 comentários
15 Dezembro, 2008


Numa das mais belas esquinas de Santiago, fico em dúvida...

 
Por Sônia G. às 11:54     3 comentários


 
Por Sônia G. às 11:49     1 comentários
24 Novembro, 2008

                            

Pelo menos pra mim a temporada 2008 de shows se encerrou com o R.E.M., semana passada em Sampa. Foi intenso, em vários aspectos. Por duas horas me senti de volta ao começo dos 90s, quando cheguei nesta cidade que (selva de pedra?) imediatamente correspondeu ao meu entusiasmo. Quase 20 anos se passaram e o R.E.M. não envelheceu. Tudo no show remete a modernidade e refinamento.
 
Por Sônia G. às 10:54     0 comentários
03 Novembro, 2008

Entrevistei Wim Wenders! Ééééééééé. Pro Metrópolis. Num primeiro momento me senti estranha, há anos não faço mais reportagem (a última foi há cinco, com Viggo Mortensen). Como tive pouquíssimo tempo pra me preparar, num segundo momento me senti estranha - e insegura. Na hora H, tratei de me concentrar no que interessava. Wim Wenders é um cara educado e parece levar a sério o excesso de interlocutores que atende mundo afora. Quanto a mim, claaaro que amei estar ali, de papo com um cineasta que sempre admirei... ANYWAY, hoje em dia é na ilha de edição que me sinto REALmente à vontade, e feliz.
 
Por Sônia G. às 12:43     8 comentários
20 Outubro, 2008

Noite de sábado: festa no prédio em frente. Manhã de domingo: britadeiras furando o asfalto no quarteirão. Essa permanente atividade que me cerca com certeza tem algo a ver com a escolha recorrente de filmes e/ou romances ambientados em cenários remotos e isolados, intocados e inóspitos.

Liverpool nos leva ao interior da Patagônia argentina, mais precisamente até o meio do nada. The middle of nowhere. O filme tem o ritmo da ambiência, ou seja, quase não há ação. Fascinada pelas locações, não tirei os olhos da tela. Mas saí do cinema com a impressão de que anda faltando inspiração ao diretor Fernando Alonzo. Um argumento promissor, em roteiro frágil.




Com o intrigante A Princesa do Nebraska tive a mesma impressão: a aventura da jovem e grávida chinesa através do submundo e pela colônia oriental de São Francisco (na Califórnia) antecipava mais que uma releitura menor de Lost in Translation. Mesmo assim, um filme pontuado por belas tomadas.




Melhor do que assistir a um bom filme, é reencontrar amigos queridos. Como Bárbara Oliveira, que está de volta a Sampa após looooonga temporada em Floripa.

 
Por Sônia G. às 00:03     2 comentários
10 Outubro, 2008

Não li o livro mas o filme produziu em mim o impacto de uma intensa (e prazerosa) leitura. Se já não vivêssemos num tempo (real) de múltiplas pragas, diria que Ensaio Sobre a Cegueira é um ótimo filme de ficção científica. No decorrer da sessão Fernando Meirelles subiu vários pontos no meu conceito. É preciso coragem pra adaptar um romance como esse de Jose Saramago. E talento. E bons atores... Juliane Moore e Mark Rufallo fizeram tanta diferença! Já Alice Braga é uma estrela. Ah, e Sampa, hein? Que locação in-crí-vel!


 
Por Sônia G. às 11:52     3 comentários
09 Outubro, 2008

Antonio Marquez, num de seus melhores ângulos...








Reinventor da dança flamenca, mesmo depois de morto Antonio Gades continuou ofuscando todos os que tentaram seguir seus passos.












Joaquin Cortez chegou perto mas não o bastante. Tem mais charme do que flamenco no pé.









Já Antonio Márquez, hmmm... Esse não só parece ter chegado lá, como - em certos aspectos - dá até pra dizer que ele supera o mito
(uma vez que assisti aos três, acho que posso muito bem dar pitaco).

No tempo de Gades pesavam sobretudo talento e porte. Hoje em dia preparo físico e velocidade valem quase tanto quanto - desde que, é claro, acompanhados de talento e de porte.







A companhia de Márquez faz um flamenco ágil, virtuoso e preciso. Dramático mas ao mesmo tempo moleque, divertido. Autêntico, mas cosmopolita.



 
Por Sônia G. às 12:43     2 comentários