30 julho, 2007
Nunca estive na FLIP (embora já tenha ido muuuito a Parati). Mas nos últimos 2 anos me senti como se tivesse participado (e ativamente!) da festa literária. Como em 2006, acabo de passar 10 dias praticamente encerrada numa ilha de edição montando um programa especial (pra TV Cultura de São Paulo) com entrevistas de escritores bacanas que vieram ao Brasil pra FLIP.




Ano passado me encantei com Tariq Ali, paquistanês que vive em Londres, é grande conhecedor da cultura islâmica e - pelo pouco que li - também da alma feminina. Depois de passar os dias montando o programa, à noite me jogava no romance A Mulher de Pedra (como era chamada a estátua para a qual mulheres de uma família turca faziam confidências e revelações).







Este ano foi a vez do israelense Amós Oz, de quem estou terminando de ler A Caixa-Preta. O romance é uma troca de cartas, quase todas entre Alec e Ilana, ex-marido e mulher. Amós nos ganha já nos dois primeiros parágrafos:

Caro Alec,
Se você não destruiu esta carta no nomento em que identificou a letra no envelope, sinal de que a curiosidade é até mais forte do que o ódio. Ou que o seu ódio necessita de combustível novo.

Agora você empalidece, comprimindo suas mandíbulas de lobo até os lábios desaparecerem, e joga-se sobre estas linhas para descobrir o que quero de você, o que ouso querer de você, depois de sete anos de absoluto silêncio entre nós.


 
Por Sônia Guimarães às 21:51    


2 Comments:


At 01 agosto, 2007, Anonymous Beth_Alo

Querida ter visto esse programa sobre a Flip, Sonia. Aproveitando o assunto: estou no meio de O Homem Lento, do Coetzee, e adorando.

 

At 03 agosto, 2007, Blogger Sônia G.

Que bom que vc ta gostando, porque esse do Coetzee é um dos que estão na estante, me encarando. UM BEIJO, Beth.