25 fevereiro, 2008
Queria ter lido o livro antes de assistir ao filme. Reparação, de Ian McEwan, é uma história muito bem construída. E essa qualidade do romance é um dos grandes trunfos da adaptação pro cinema. Desejo e Reparação merecia ter levado o Oscar de Roteiro Adaptado.

Aos 13 anos, Briony - futura escritora de sucesso - comete uma leviandade que destrói a vida do namorado da irmã e, por tabela, detona também a vida da própria irmã (papel de Keira Knightley, na foto). Pelo resto de sua existência Briony acorda e vai dormir com o remorso e a ânsia de reparação. O evento que norteia a trama acontece logo no começo do filme. Ou seja, passamos quase duas horas tomados pela forte noção do peso das palavras.

Se contado de forma linear - princípio, meio e fim - talvez Desejo e Reparação não passasse de um drama previsível e sem maiores encantos. Ian McEwan domina uma forma de narrativa aparentemente simples mas que só funciona se empregada com precisão e muita sensibilidade. Assim, só ficamos sabendo como a história termina, no final da última cena.


 
Por Sônia Guimarães às 01:06    


2 Comments:


At 17 março, 2008, Blogger Barbara

Sonia, li Reparaçao há uns 2 anos e acho, também, que a adaptação foi irrepreensível, o que é raro acontecer. Só que a outra adaptação para No country for Old Men, do Comac McCarty, pra mim, foi the BEST. Valeu o Oscar. Em todo o caso, o prêmio poderia ter sido dividido entre os dois...teria sido mais justo...beijao

 

At 24 março, 2008, Blogger Sônia G.

Babi, querida, até agora não assisti a "Onde Os Fracos Não Têm Vez", acho até que vou esperar pra ver em DVD... Mas estou super a fim de ler algum romance do autor de "Reparação" (to quase comprando "Na Praia"). Bjs, vc veio a Sampa e, mais uma vez, não nos encontramos, né?