18 outubro, 2006
No meio do feriado corri pra Pinacoteca - faltavam só 2 dias pro encerramento da exposição de Alexander Calder. Não eram 11 da manhã e tinha fila na bilheteria. Isso com a bienal de artes plásticas bombando no Ibirapuera (onde há mais duas mega-exposições, todas de graça). Enquanto esperava pela minha vez de comprar ingresso deu pra ver outra fila crescendo no lado oposto da calçada, à entrada do Museu da Língua Portuguesa. Esta é São Paulo...

Assim que se formou em engenharia mecânica no começo dos anos 20, Calder mergulhou na criação e desenvolvimento dos maravilhosos stabiles que Marcel Duchamp batizaria de móbiles. Me intriga e fascina esse equilíbrio perfeito entre lirismo e precisão...

Atirei no que vi, acertei no que não vi. No mesmo andar da Pinacoteca está montada a exposição do argentino Leon Ferrari, mais um daqueles que considero precursores da arte em 3D. A mostra do Calder já acabou, mas a de Ferrari vai até novembro.

Me acabei de chorar durante a sessão pra imprensa de The Wind that Shakes the Barley (em português seria O Vento Que Balança a Cevada). O filme ganhou a Palma de Ouro em Cannes e pré-estréia na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (que está fazendo 30 anos com mais de 350 filmes programados). Ken Loach não fez concessões ao reviver o violento modus operandi das tropas do Império Britânico na repressão ao movimento pela independência da Irlanda - organizado por trabalhadores rurais. Me tocou profundamente (a mim e a Clau, com quem dividi meus lencinhos de papel...)

 
Por Sônia Guimarães às 21:18    


2 Comments:


At 20 outubro, 2006, Anonymous Rui

Leon Ferrari é um artista incrível, altamente politizado. Vc já viu as obras dele na bienal?